
Infelizmente, como a maioria dos segmentos comerciais que visam (somente) o lucro, as editoras de livros não escapam desse mal. Para elas, o juiz que determina o que é bom ou ruim para lermos é a sociedade. E quem disse que a nossa (culta!) sociedade sabe o que quer ou tem discernimento em julgar o bom do ruim? Se a sociedade atual é medíocre, iremos encontrar, na maior parte das vezes, livros medíocres nas prateleiras das livrarias.
Os livros infantis de hoje reproduzem de maneira muito grosseira os valiosos clássicos ou lançam histórias sem começo nem fim, sem contar as que terminam com lições de moral. Por outro lado, o pequeno leitor, cheio de criatividade, com suas fantasias a todo o vapor, pronto para apreender bons e diferentes modelos, tem de “engolir” os livros que são vendáveis, pois agradam o pagante, os pais, ou as idéias que os editores julgam ser lucrativas. Para eles, não importa que estamos falando de arte, de cultura, de idéias que irão fazer parte da “construção” do indivíduo.
Ler uma boa história enriquece a nossa alma, amplia os nossos horizontes e tem o poder de transformar toda uma sociedade vazia e sem valores em indivíduos mais pensantes e humanos. Opções de leitura de qualidade propiciam para os menores oportunidades de conhecerem a realidade que os circundam ou o mundo fantástico por meio do belo, do inesperado, do intrigante, da alegria, da tristeza, da amizade, das perdas, da magia e de tudo o mais que faz parte da realidade humana – que não tem preço!