A criança precisa, em primeiro lugar de amor, em segundo lugar de amor e em terceiro de amor. E dar amor significa o quê? Os pais, familiares e alguns professores, acreditem, acham que temos de dar, amor, carinho, atenção, incondicional e passionalmente. O ato de amar significa disponibilizar o maior número possível de “ferramentas” que o seu filho, aluno, sobrinho irá precisar no futuro, e muitas vezes num futuro bem próximo. Leiam “ferramentas” como ensinamentos, atitudes, posturas que servirão de modelo para as crianças – futuros adultos.
Olhar para uma criança não é somente admirar o seu puro olhar, sua doçura intrínseca ou reconhecer seus precoces jogos de manipulação. Olhar para uma criança, com responsabilidade e com o compromisso de torná-la pelo menos um bom ser humano, o que hoje não é uma tarefa fácil, é olhá-la com profundidade, em três dimensões, e não em uma visão chapada, bidimensional, imediatista e fugaz. A sua decisão ou omissão de hoje terá, certamente, conseqüências no desenvolvimento intelectual e emocional da criança muito em breve.
Saibam que a criança é um molde do seu meio, e dependendo da maneira que ela está inserida nesse espaço, seu modo de pensar, sua visão de mundo, seu caráter, de forma geral, será plasticamente moldado em sua pele, no seu coração.
Dar amor é suprir as reais necessidades daquele momento e cada momento é único. E dentro dessa unidade deve haver um caminho justo e equilibrado a ser trilhado.
Por exemplo,como pode uma criança ter hábitos saudáveis se seus pais lhe dão dinheiro todos os dias para seus filhos comprarem lanche na cantina do colégio? E nesse caso há um erro duplo: o de não incentivá-lo a comer frutas e uma alimentação saudável, além de fomentar uma “liberdade” de escolha que ele ainda não tem maturidade para exercer. Como pode uma criança ser educada se ela presencia seus pais xingando os outros ao dirigir no trânsito? Como filhos podem falar em voz baixa se seus pais nem ouvem o que e como eles estão dizendo? Isso porque atualmente virou moda a criança falar, quero dizer gritar. Ela grita ao conversar com seus colegas, ela exige que seus pais parem imediatamente de falar com outra pessoa ou de fazer o que estão fazendo para ouvir de seus pequeninos tiranos uma “exigência” qualquer. O resumo da ópera é: amem muito seus filhos, mas tenham sempre em mente que amar sem levar em consideração para onde este amor está sendo conduzido é irresponsabilidade e realizar todas as vontades dos seus filhos e deixá-lo com que ele faça as suas próprias escolhas não é permiti-lo viver uma real felicidade, pois o ser humano vive muito menos tempo em condição de criança como de adulto e o que você prefere, uma criança “realizada” por um momento qualquer, e que esse momento poderá ser uma exigência eterna ou um adulto que na sua infância viveu alegrias e tristezas, frustrações e realizações, e que hoje possui discernimento e ferramentas para ir em busca do que para ele significa a real felicidade?
noemia nascimento bernardo disse,
Julho 8, 2008 às 10:56 pm
Li atentamente, realmente consegui nos mínimos detalhes que todo o conteúdo, está coerente, e dentro da minha concepção de vida, muito bom, sem exageros, simples mas valioso.