Meu filho vai às compras

Qual  a diferença entre um cliente no supermercado fazendo compras sozinho ou  aquele que está acompanhado por uma criança? O carrinho! Se ele está mais vazio ou com mais frutas e verduras,  estamos desacompanhados dos pequenos, se ele está cheio, e de preferência de salgadinhos, bolachas e tranqueiras, estamos com os filhos.  Quando vamos com crianças no supermercado, além de precisarmos de quase que o dobro do tempo entre ela se decidir se vai sentar na cadeirinha do carrinho, de que precisa ir ao banheiro, de que está cansada, de que quer descer do carrinho, de que está com sede, de que se perdeu…ufa!Precisamos convencê-la o tempo todo de que o produto que ela está escolhendo é muito caro, ou não é saudável, ou que ela não gosta…de novo? Pois é, deu para perceber que supermercado não é lugar de criança. Se você puder evitar levá-la com você, muito melhor. Melhor não só pela sua praticidade, mas que com a presença da criança nesses lugares acabamos desenvolvendo, até pela perda de paciência, um poder de decisão na criança que não é nada saudável.

Em toda a trajetória infantil, os gostos, os sabores, o apetite variam muito e a criança não tem discernimento em decidir sobre produtos novos ou desconhecidos. Ela opta somente pela embalagem – se tem um personagem que  gosta, uma cor, um formato. E nessas discussões entre pais e filhos de “esse pode”, “esse não pode”,“ah, eu quero!”, choro pra cá, mau humor para lá, o adulto acaba, involuntariamente, ensinado ao seu filho aulas e mais aulas de como manipular seus pais por meio de choro, digo, escândalo, ou “mantras” poderosos “compra, vai? Eu quero! Eu vou comer! Eu gosto!”.

Outro lugar quase que proibitivo é em loja de brinquedos. É covardia levá-los para comprar um presente de aniversário para o coleginha de classe sem comprar nadinha para o seu filho? Mesmo que ele já tenha ganhado quase que todos os produtos da loja… É claro que há exceções, crianças e crianças, assim como pais e pais, principalmente se você é do tipo que está sempre conversando e orientando o seu filho, fazendo acordo e combinados – e o mais importante: cumprindo-os.

Então, antes de ir a qualquer estabelecimento comercial, pondere se  a presença do seu filho é realmente necessária. Estamos conversados?

Cintia Auilo

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