Vamos conversar?

Muita atenção educadores e mantenedores: o aumento de práticas do bullying está crescendo assustadoramente. Como um vírus social, ele vem se instalando nas escolas públicas e particulares. Por sua vez, seus “tutores” têm se omitido cada vez mais, permitindo com que essa disseminação se torne uma epidemia!

Acreditem ou não, muitos pedagogos, professores e envolvidos na prática educativa também se contaminaram pela excessiva abertura de atuação dos alunos e se perderam no educar. Dizer que as crianças de hoje não são mais as mesmas do passado é chover no molhado, porém acreditar que já estão “emancipadas”, prontas para a vida pessoal e, principalmente social, é muito irresponsável. Pelo menos é assim que, na prática tem sido a postura de boa parte de seus responsáveis acadêmicos.

Com a “moderna” política educacional, onde se permite com que as crianças se expressem desenfreadamente; onde se dá liberdade a quem não sabe usar, isso pode acabar num vandalismo generalizado, e o mais dramático é reconhecer que professores, orientadores e diretores acabam fazendo o papel de conivente diante da postura geral da moda educacional: “vamos conversar?”; “quando é que você irá decidir parar de espancar o seu colega, meu querido?” – sinto muito, é assim que essa “postura democrática” entra nos meus ouvidos. Não sou nem um pouco tendenciosa a práticas ditatoriais nem tampouco em podar a espontaneidade e em reconhecer a capacidade dos alunos, mas fundamentalmente não podemos esquecer de que por melhor, por mais “evoluída” que a nossa clientela seja, ela não deixa de ser constituída de indivíduos imaturos, desprovidos de experiência de vida, de convívio social, bom senso, juízo de valor, no qual precisam de limites, direcionamento e referência do adulto, caso contrário, o que é que esses seres tão
completos, articulados, senão “iluminados” estão fazendo nas escolas?

Cintia Auilo

http://www.bullying.com.br/
http://revistaescola.abril.com.br/online/reportagem/repsemanal_275348.shtml
http://www.educacional.com.br/reportagens/bullying/default.asp

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Educação e Cérebro

Quando verbalizo essas duas palavras, tenho a impressão de que estou dizendo apenas uma só. Finalmente as duas áreas, Neurologia e Educação, começaram a “conversar” (no Brasil) e reconhecer que têm muito em comum.

Fui a um congresso recentemente (www.aprendercrianca.com.br), onde os palestrantes nada mais eram do que neurologistas e psiquiatras tentando reunir os processos cerebrais com os procedimentos do aprendizado. Fantástico!!!

É necessário reformularmos o como educar a partir das fases cerebrais da criança, ou seja,  aproveitar o desenvolvimento cerebral, em tempo real, com as janelas de oportunidade, estimulando o aluno no período em que as redes neuronais estão “pré-dispostas” a um determinado tipo de aprendizado. Assim, teremos um maior aproveitamento dos estímulos cerebrais e com isso, o aprendiz fará mais conexões, relações, de maneira que possa ampliar seus conhecimentos e interação mais produtiva e inteligente com a realidade e consigo mesmo.

Cintia Auilo

veja.abril.com.br/060808/entrevista.shtml

revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12337