SHIIIIIIIIUUU!!!!

Dependendo do nível, o ruído no ambiente escolar – no parque (não mais que 55dB) e em sala de aula (até 35dB) -pode afetar a performance e o desenvolvimento da criança. Pesquisas mostram (Universidade de Southbank, Londres) que salas barulhentas podem acarretar em um pior resultado da turma – muita conversa entre eles, barulho de fora da sala, entre outros. O menor ruído possível deve permear por todo o momento em sala de aula, pois auxilia na compreensão e no processo de aprendizagem.

Finalmente encontrei uma pesquisa que acalmasse a minha agonia em ler e em assistir a essa conduta estúpida da “moderna” pedagogia, numa mistura de valores antagônicos e permissividade desenfreada, onde o aluno deve se expressar a qualquer hora e como quiser. Tais pedagogos defendem a “autonomia” e a “competência” do aluno por meio da fala, digo, do grito e de todos falando ao mesmo tempo, pois afinal, eles têm o direito de se expressar…

Hoje, a grande maioria dos ambientes nas salas de aula é uma verdadeira feira livre ou um campo de futebol em plena final! E se entrarem em sua sala e ela estiver silenciosa – ambiente propício para o aprendizado – você é uma professora muito enérgica, uma verdadeira “terrorista” que não permite com que seus alunos verbalizem suas idéias e opiniões.

Que alívio! Agora a ciência está do meu lado e nada mais poderá me calar. SILÊNCIO!!!!SILÊNCIO!!!

Cintia Auilo

Corra que a mediocridade está aí!

Diante de tantos chavões e teorias pedagógicas, a verdade é: a escola deve ser, definitivamente, não só um local onde se adquire conhecimento, cultura e conteúdos pré-estabelecidos, mas, efetivamente, um ambiente que propicie e priorize, no indivíduo, a aquisição de “ferramentas” para lidar consigo mesmo e com a vida.

É claro que é necessário muito estudo, didática e reformulação de estratégias para que o processo de aprendizado obtenha o melhor resultado possível. E qual seria o melhor resultado? Como mensurá-lo? Para medirmos, temos de ter uma referência. E quem ou o quê ousaria mensurar aquilo que faz parte do drama humano? – o SER.

Resumidamente, o indivíduo vai à escola para tornar-se humano. Será que toda essa mistura de linhas pedagógicas, modismos, “maquiagem” e hipocrisia que a maioria das escolas se submetem para não perder sua clientela, sentem-se responsáveis, além da família, em nortear seus alunos àquilo que os antigos filósofos já defendiam sobre o Belo, o Bom, a Ética, o Verdadeiro, e tantos mais atributos que nunca saem de moda? Pois esses são os reais instrumentos que sustentam o indivíduo por toda sua vida. Não importa se ele vai ser um engenheiro, um médico ou um arquiteto, importa sim o que ele vai SER.

Instrução, informação e competência existem de sobra por aí, e reais seres humanos?Creio que muito mais que congressos, grupos de estudo e discussões sobre educação, deveríamos questionar todo o formato de escola, seus princípios e reais norteadores daquilo que chamam, levianamente, de “escola para a vida”. Se assim o fosse, o mundo não estaria da maneira que está – sociedades corrompidas, famílias desestruturadas, meio ambiente doente, corrupção, banalização da vida, e muita, muita mediocridade.

Cintia Auilo

“Uma pessoa não nasce humana, mas torna-se uma.”
Erasmus